quinta-feira, julho 8
A boa leitura. A leitura do transformar.
Não limita, não traz ideias prontas, apenas te faz livre. Um conjunto de palavras que, instantes após de serem lidas, transformam-se em milhares de questionamentos.
Em sua mente:
Imagens, reflexões.
Talvez críticas, decepções.
Quando inteira, transforma. Transforma indivíduos, transforma vida, transforma olhares.
Não basta unir sílabas e discernir o significado de cada palavra. É preciso desacelerar, enxergar e permitir a si mesmo a construção do novo, o novo que difere e que, em instantes, te faz outro.
Antes do texto, eras apenas tu; depois da leitura, és o outro. Outro.
Se o Outro não existir, não leia;
Se quer que o Outro exista, liberte-se;
Se não permite que o Outro nasça, não sinta.
Nem todos ouviram falar a seu respeito, outros ouviram boatos, mas não creram. Na realidade, ele realmente não existe para tais indivíduos. O Outro exibe-se apenas para quem não teme, não se envergonha, não se limita; ele é feito para os ditos "loucos", para os imparciais, para os que sonham, para os que se permitem vê-lo sem exigências.
Feito isso, o Outro se fará presente nas simples leituras e acrescentará a cada uma delas.
O Outro apresenta-se a poucos escolhidos à mão. Poucos capazes de serem muitos, pois os poucos têm a capacidade de todos aqueles que não O conheceram.
Em sua mente:
Imagens, reflexões.
Talvez críticas, decepções.
Quando inteira, transforma. Transforma indivíduos, transforma vida, transforma olhares.
Não basta unir sílabas e discernir o significado de cada palavra. É preciso desacelerar, enxergar e permitir a si mesmo a construção do novo, o novo que difere e que, em instantes, te faz outro.
Antes do texto, eras apenas tu; depois da leitura, és o outro. Outro.
Se quer que o Outro exista, liberte-se;
Se não permite que o Outro nasça, não sinta.
Nem todos ouviram falar a seu respeito, outros ouviram boatos, mas não creram. Na realidade, ele realmente não existe para tais indivíduos. O Outro exibe-se apenas para quem não teme, não se envergonha, não se limita; ele é feito para os ditos "loucos", para os imparciais, para os que sonham, para os que se permitem vê-lo sem exigências.
Feito isso, o Outro se fará presente nas simples leituras e acrescentará a cada uma delas.
O Outro apresenta-se a poucos escolhidos à mão. Poucos capazes de serem muitos, pois os poucos têm a capacidade de todos aqueles que não O conheceram.
O Outro apenas esnoba: poucos, mas meus.
sexta-feira, julho 2
Quando a gente se cala.
Se lembre do dia em que, por algum momento, seu olhar cessou, ficou imóvel. Se lembre do sentimento, dos pensamentos. Doeu, não?
Esses lembranças são frutos, é claro, do que sentimos hoje. É incrível como nossas reações se modificam em segundos. O mesmo povo que antes gritava, batia palma, fazia show com a vuvuzela, depois do apito no final do segundo tempo, estava paralisado. Havia olhares, olhares fixos, olhares pensantes. Silêncio por fora e muitos questionamentos por dentro. Sentimento de que podia ser diferente, vontade de modificar o que ocorreu nos últimos minutos e finalmente aquela ideia bailando em nossas mentes: " parece que tudo foi mentira".
Foi um dia em que toda nação pôde se identificar com essas características, mesmo aqueles mais céticos pelo futebol puderam sentir o "baque" do resultado. Como diz o gerador da nova expressão dos brasileiros, aquela que assim começa: "Cala a boca,G-----!", foi apenas um jogo. Realmente, apenas um jogo, mas um jogo que origina um comprometimento que vai além da palavra apenas, há um significado muito maior.
É esse significado que gera todas emoções comentadas no início desse texto, são elas que nos desiludem e, em outras ocasiões, nos alegram. Mas o que fazer depois que tudo acaba, depois que a oportunidade passou, depois de não se poder reverter o resultado? O quê?
Em outros anos, a seleção já perdeu vários títulos de Copa e, depois dos 4 anos de preparação, pôde alcançar o que almejava assim como ocorreu quando recebemos o título de pentacampeões. Os jogadores que estavam na Copa de 1998 e que sentiram o gosto de segurar a taça em 2002 podem nos dizer o que acontece depois de que tudo passa.
Persistir, manter o sonho, apoiar, corrigir o que passou, adquirir experiência e fazer da dor um motivo a mais para toda essa busca é o que devemos ter como resposta. Dói, dói muito, mas com certeza vale a pena permanecer com os mesmos objetivos já que o gosto da vitória vai além de um olhar longínquo e imóvel, ele gera reações capazes de restaurar a auto-confiança perdida há anos, capazes de nos fazer vibrar. Não é apenas no futebol, é na vida.
Força a todos, até mais.
Esses lembranças são frutos, é claro, do que sentimos hoje. É incrível como nossas reações se modificam em segundos. O mesmo povo que antes gritava, batia palma, fazia show com a vuvuzela, depois do apito no final do segundo tempo, estava paralisado. Havia olhares, olhares fixos, olhares pensantes. Silêncio por fora e muitos questionamentos por dentro. Sentimento de que podia ser diferente, vontade de modificar o que ocorreu nos últimos minutos e finalmente aquela ideia bailando em nossas mentes: " parece que tudo foi mentira".Foi um dia em que toda nação pôde se identificar com essas características, mesmo aqueles mais céticos pelo futebol puderam sentir o "baque" do resultado. Como diz o gerador da nova expressão dos brasileiros, aquela que assim começa: "Cala a boca,G-----!", foi apenas um jogo. Realmente, apenas um jogo, mas um jogo que origina um comprometimento que vai além da palavra
É esse significado que gera todas emoções comentadas no início desse texto, são elas que nos desiludem e, em outras ocasiões, nos alegram. Mas o que fazer depois que tudo acaba, depois que a oportunidade passou, depois de não se poder reverter o resultado? O quê?
Em outros anos, a seleção já perdeu vários títulos de Copa e, depois dos 4 anos de preparação, pôde alcançar o que almejava assim como ocorreu quando recebemos o título de pentacampeões. Os jogadores que estavam na Copa de 1998 e que sentiram o gosto de segurar a taça em 2002 podem nos dizer o que acontece depois de que tudo passa.
Persistir, manter o sonho, apoiar, corrigir o que passou, adquirir experiência e fazer da dor um motivo a mais para toda essa busca é o que devemos ter como resposta. Dói, dói muito, mas com certeza vale a pena permanecer com os mesmos objetivos já que o gosto da vitória vai além de um olhar longínquo e imóvel, ele gera reações capazes de restaurar a auto-confiança perdida há anos, capazes de nos fazer vibrar. Não é apenas no futebol, é na vida.
Força a todos, até mais.
terça-feira, junho 29
Questione se quiser!
David, depois de anos atuando no jornalismo, o que mais te fascina? Além disso, quais aspectos mudaram em relação à visão que tu tinhas dessa área quando iniciou nela? E, para terminar, qual a alegria em exercer a profissão e em ser prestigiado por ela a cada dia na mídia, no blog ou em qualquer lugar onde as pessoas comentem a teu respeito? Sucesso sempre, parabéns pelo jornalismo de esforço e inteligente. - Laura Marzullo dos Santos
O jornalismo está sempre mudando. Agora mesmo está passando por um processo radical de mudança, devido à internet. O que é estimulante. É bom mudar, mesmo que dê trabalho. O que aprendi no jornalismo é que as coisas boas trazem coisas boas. Se pudesse, gostaria só de elogiar as outras pessoas, mas, se fizesse isso, me omitiria em relação às coisas ruins que são praticadas. Tento ser sempre honesto, tento sempre escrever ou falar realmente o que acho, mas sei que honestidade não é grosseria. Isso aprendi, e estou aprendendo sempre, tento me corrigir sempre, me aperfeiçoar, melhorar. Se não consigo, não é por falta de esforço, é falta de capacidade.
Fonte: Blog do Jornalista
Depois de quase dois meses, encontrei uma resposta que o David Coimbra , colunista do Jornal Zero Hora, me respondeu em seu blog.
Na última semana, também passei por uma entrevista realizada pelo orkut na comunidade da FABICO (faculdade de Biblioteconomia e Comunicação Social) em que tive a oportunidade de demonstrar algumas de minhas opiniões políticas, cristãs e pessoais. Para minha surpresa, a entrevista rendeu questionamentos polêmicos, mas que permitiram meus colegas observarem minha maneira de pensar, foi uma experiência interessante.Gostaria de compartilhar com vocês. Se quiser conferir, loga no orkut e acessa o link:
Uma ótima semana e até mais.
quarta-feira, junho 16
Extravase mais!
"Aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música." -Friedrich Nietzsche
Iniciando com um pensamento que representa muito bem o que desejo expressar por aqui hoje.
Sabe, existem momentos entendidos apenas pelas pessoas que os curtem pela espontaneidade, que se dão o direito de viver sem algemas. Há aqueles que se reprimem, que deixam de fazer muito do que desejam em razão do julgamento social.
O pessoal que acompanha o blog sabe o quanto sou sincera e escrevo o que quero. Sou louca e tenho orgulho disso, aliás, uma palavra que caberia melhor seria "mangolona". Sou mangolona por fazer o que me vem à cabeça quando, onde e como eu quiser. Não me importo com o que os outros pensam sobre mim, acho muita mesmice viver limitado pelo julgamento de quem te observa.
Estamos em época de Copa do Mundo, momento em que todos aproveitam para se alegrar com a emoção que cerca o país, já que torcem juntos, comentam sobre os lances, aplaudem ou criticam os jogadores, admiram os gols... É então que todo mundo compra um acessório em verde-amarelo, usa peruca, buzina e... grita, grita muito!
Por que, por que não somos sempre assim? Por que não aproveitamos? Por que não nos damos a oportunidade de ser sempre feliz? Por que dar tanta, tanta atenção aos outros a ponto de limitar-se a si próprio, a ponto de esquecer do que se gosta para gostar do que é imposto que gostemos? Ah meeenos, menos dessa hipocrisia e maaais, mais da espontaneidade!
Meu apelo é que você seja com quer, que não seja preciso você envelhecer para perceber que o tempo corre, que as oportunidades passam e que você não fez o que desejava e que o que mais queria era nascer novamente para viver segundo suas vontades.
Sei que existem obrigações, que a rotina é recheada de responsabilidades, que muitas vezes nos deparamos com situações inusitadas, mas sei também que é muito melhor passar por tudo isso quando estamos aptos a viver com a devida atenção, mas ao mesmo tempo com entusiasmo, com intuito de aprender por meio de cada oportunidade. São detalhes que mudam toda uma trajetória.
Apesar de tudo, sei que muito dos que lerem este texto não entenderão nada do que está escrito, mas se lembrarão daqui a alguns anos e então saberão do que se tratava.
Sem vergonhas, sem rancores, sem medo! Boa noite e até mais.
sexta-feira, junho 4
Arcano: em alguns casos é o tempero; noutros, a destruição.
Depois de trabalhar em loja, já não vejo mistério no comércio. Observo produtos em vitrines e não me deslumbro com eles, há o domínio - sei como tudo funciona, conheço os preços, as qualidades, as origens.
Não é diferente do que ocorre com você. Ao aprender a coreografia de alguma música que admira, provavelmente você não se surpreenderá nas próximas vezes em que assisti-la.Talvez por algum tempo você teve curiosidade sobre o modo como certa pessoa se portava, se vestia ou falava, porém, depois de terem criado um vínculo, compreendeu o porquê de suas atitudes e o mistério cessou. Exemplos não faltam, pense em lugares que você apenas via por fotos e que, depois de conhecê-los, passou a ter uma avaliação diferenciada sobre os locais.
Há alguns dias, assisti à apresentação de um mágico requisitado em minha cidade, os presentes admiravam os truques e se questionavam a respeito de como eles eram possíveis; eu, no entanto, permanecia inquieta à procura de algo que me impressionasse. Por conhecer alguns truques e analisar o evento de forma crítica, sai do local bastante surpresa, não pelas mágicas, mas pelo domínio e poder do desconhecido.
Participe desta brincadeira:
Costumo fazê-la com amigos e geralmente o pessoal fica curioso sobre seu segredo, veja como é:
1º: Pense em um número;
2º: Multiplique ele por 2;
3º: Some com 8;
4º: Divida por 2 e
5º: Subtraia o número que você pensou.
O resultado não foi o número 4(quatro)? Conforme o resultado que desejo, proponho outras contas, é apenas uma simples questão matemática, aprendi a fazê-lo observando outras pessoas, então já não há nada demais.
Tudo o que não conhecemos nos surpreende. Surpreende e engana. É desta maneira que instituições, empresas e nações funcionam, por meio da ignorância a que seus subordinados estão sujeitos. O marketing é recheado desta façanha, muitas vezes divulga informações não verídicas para que seus produtos sejam vendidos. Em um programa de rádio, o locutor se comunicava com um sujeito que supostamente lhe fazia uma ligação. Por meio da conversa, era explícito que cada palavra era parte de uma combinação para divulgação de um show. No outro dia, todos ingressos estavam vendidos.
Não saber é prazeroso muitas vezes, gera alegria ao assistirmos a mágicas, ao comprarmos uma roupa, ao encontrarmos um artista e, nesse sentido, é interessante que não tenhamos o domínio, porque a vida tem um gosto especial. Por outro lado, quando há pessoas que se aproveitam de nossa ignorância, é preciso auto-conhecimento, avaliação. Talvez você não perceba, mas já deve ter perdido muito pela manipulação que pessoas têm sobre sua vida. É o arcano que engana e surpreende, esteja atento!
Um ótimo final de semana a todos, até mais.
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Bem-vindos!
- Laura Marzullo
- Um conjunto de antíteses e uma mente apaixonada, que pulsam juntos em forma de sonhos. Graduanda em Psicologia e ex-estudante de Jornalismo na UFRGS.
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